C&A e a importância de marcas que se posicionam

C&A e a importância de marcas que se posicionam

Começamos o ano extremamente lisonjeados pelo convite para participar do inspirador projeto “Todo dia delas” da C&A ! Uma série que reúne grandes 365 histórias de mulheres fortes e inspiradoras. E estar entre tantas mulheres incríveis é uma honra! O melhor presente que podemos deixar para nossas crianças é a prova de que elas podem ser e fazer o que quiserem! E que “viver é melhor que sonhar”!

Quando Amanda Brito nasceu em Feira de Santana (BA) os médicos disseram que sua expectativa de vida era de dois meses de idade. Portadora da doença Osteogenesis Imperfecta, conhecida popularmente como “ossos de vidro”, ela rompeu várias barreiras graças a tratamentos e suporte familiar. Hoje, aos 31 anos, é uma referência para outras pessoas portadoras da patologia ou que, de alguma forma, têm mobilidade reduzida. Dona do blog “Destinos Acessíveis“, Amanda também é administradora concursada em uma empresa pública e ministra palestras sobre gestão de carreira e desenvolvimento humano. Um exemplo e uma referência, alcunhas que ela não vê problemas em carregar.

O concurso público nunca foi a via principal de estabilidade profissional de Amanda. Ainda na faculdade, ela conta que passou por vários processos seletivos em empresas privadas, mas que era reprovada em todos eles. No currículo, o mesmo nível de inglês, e presença em cursos e seminários que seus colegas, mas eles sempre eram aprovados — diferente dela. No último semestre da graduação, decidiu que teria que fazer concursos públicos caso quisesse exercer a profissão que havia escolhido, e elegeu a Petrobras como empresa que se dedicaria a ingressar — objetivo que alcançou há dois anos.

VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Filha caçula e única delas com deficiência, Amanda também conta que sua mãe sempre foi “mega protetora”.

Dos três aos 18 anos, Amanda e a mãe moraram em Catú, também na Bahia, com os avós maternos dela. Naquela casa, ela relembra, era superprotegida a todo o tempo. Alguns elementos dessa criação foram um pequeno entrave quando, aos 18 anos, as duas tiveram de deixar a casa cheia e se mudarem para a capital, Salvador, para que Amanda pudesse cursar a faculdade de administração. “Era um nível de dependência máximo, eu não sabia fazer nem meu café sozinha. Eu vivia rodeada de pessoas, e eu achava super legal. As pessoas me carregavam para a escola, para o curso. De manhã, tarde e noite tinha gente na rua. Quando fui para Salvador, tive que me acostumar a ficar sem isso”, relembra.

Fortaleci a minha auto-imagem como alguém que poderia, sim, conquistar o que quisesse.

VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Fortalecimento emocional foi fundamental para Amanda enfrentar um mundo ainda rodeado de preconceitos.

“Quando criança, eu não entendia que havia uma diferença entre mim e outras pessoas, porque todos em volta de mim queriam estar comigo, então quando alguém me olhava de forma diferente, eu achava que estranha era a pessoa. Quando cheguei na adolescência, comecei a ver que era realmente mais difícil, e que existia de fato alguma coisa que me separava muito dos outros”, relembra a administradora.

Com as questões que surgiram na adolescência, Amanda entrou em depressão e fez durante um ano e meio acompanhamento psicológico, inclusive com a ajuda de medicamentos, para lidar com toda essa situação. Mas hoje, ela reconhece que vencer essa etapa foi fundamental, também: “Fortaleci a minha auto-imagem como alguém que poderia, sim, conquistar o que quisesse”.

Fortalecimento foi fundamental para enfrentar um mundo ainda rodeado de preconceitos. Amanda explica ao HuffPost Brasil que, em geral, a sociedade coloca a mulher cadeirante em um dos seguintes extremos: o da infantilização, onde o interlocutor a trata como uma criança e fala palavras no diminutivo, ou o da marginalização, onde ela é excluída de espaços.

Acho que para além das questões arquitetônicas, o maior problema são as pessoas.

VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Há cerca de três meses, Amanda casou-se com Fabiano, que conheceu em Salvador e topou ir com ela para o Rio de Janeiro.

“Acho que para além das questões arquitetônicas, o maior problema são as pessoas. Em termos de inclusão, hoje eu vivo o melhor dos mundos, mas antes, em outros empregos, foi uma luta, porque eu estava sempre nesses extremos de infantilizar ou marginalizar. Até eu desconstruir aquele pós-conceito, porque já estava formado a partir de uma ideia, era uma luta. Foi uma luta”, afirma.

Há cerca de três meses, Amanda casou-se com Fabiano, que conheceu em Salvador e topou ir com ela para o Rio de Janeiro quando ela foi convocada pelo concurso público. Com tantos objetivos profissionais e pessoais alcançados, a administradora gosta de ressaltar, entretanto, que sua vida não é só sobre discussão de acessibilidade. No seu próprio blog, por exemplo, ela já começa a discutir questões sobre carreira e negócios, mas não rechaça a ideia de ser uma referência.

“Não é um problema ser referência, porque é uma forma de fortalecer essas pessoas como eu. São muitas dificuldades quando as mães, por exemplo, veem pelo que seus filhos passam, de não poder brincar com outras crianças porque os pais não permitem. Sei o quanto poderia ser diferente para a minha mãe se ela tivesse encontrado alguém como eu, que tivesse conseguido realizar seus objetivos profissionais, de vida. Isso é muito bacana”, contextualiza a administradora.

Eu não gosto de falar em tolerância porque quando você fala de tolerância parece que está suportando o outro.

VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
“As pessoas precisam ver mesmo, porque assim veem que o outro também tem o direito de viver uma vida tão boa quanto qualquer um.”

Profissionalmente, hoje Amanda atua com educação corporativa. Uma espécie de extensão do que ela deseja para o mundo, já que o trabalho consiste em lidar diretamente com a evolução dos profissionais: “Transformar o outro por meio da educação é fantástico. É fantástico ver a evolução do outro e o que ele se torna quando começa aplicar o conhecimento adquirido”.

Em relação aos preconceitos, Amanda é firme ao apontar que ainda temos muito a avançar, e que o cerne da desconstrução de preconceitos é entender que todos os seres humanos são diferentes. E que é primordial lidar com tais diferenças.

“Eu não gosto de falar em tolerância porque quando você fala de tolerância parece que está suportando o outro. Eu acho que simplesmente devemos respeitar a existência do outro e entender que ele também tem o direito de existir e estar ali”, define. E completa: “Não importa para mim que meus objetivos alcançados sejam vistos como dignos de admiração, esse não é um problema. As pessoas precisam ver mesmo, porque assim veem que o outro também tem o direito de viver uma vida tão boa quanto qualquer um”, finaliza.

Matéria disponível em: https://www.huffpostbrasil.com/2019/01/03/amanda-brito-a-ambicao-como-ferramenta-para-construir-destinos-acessiveis_a_23629998/?utm_hp_ref=br-todo-dia-delas

Quem faz o ano ser realmente novo é você

Quem faz o ano ser realmente novo é você

Mais um ano está chegando ao final e começamos a elaborar aquela lista de coisas que desejamos para o ano seguinte. Muitos reacendem a expectativa de que o próximo ano seja melhor do que o atual e, para isso, preocupam-se em escolher a cor da roupa, comer determinadas comidas para trazer mais “sorte” e fazer algumas simpatias.

Essas são apenas algumas estratégias na tentativa de que a gente se sinta mais realizados. Mas, será que elas são mesmos eficientes?

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Paris: a acessibilidade da cidade luz

Paris: a acessibilidade da cidade luz

A maravilhosa Audrey Hepburn tinha toda razão quando disse que Paris é sempre uma boa ideia. Além de ser um destino deslumbrante, você sempre vai encontrar algum programa parisiense muito bom para fazer. E o melhor: a maioria deles são acessíveis para pessoas com deficiência.

E para chegarmos a uma das cidades mais famosas da Europa, nós voamos com a Air France. Já começamos a avaliar a acessibilidade da viagem quando entramos na aeronave e pedi para ir ao banheiro usando a cadeira de rodas especial. Neste contexto, a capacitação da tripulação foi fundamental para garantir a segurança e conforto durante as horas de voo. Continue lendo “Paris: a acessibilidade da cidade luz”

Veneza – a falta de acessibilidade do destino romântico

Veneza – a falta de acessibilidade do destino romântico

Quando começamos a planejar a nossa viagem de lua-de-mel, uma das poucas certezas que tínhamos era de que a Itália não poderia ficar de fora do roteiro. A partir dessa decisão, Veneza passou a figurar no topo da nossa lista de lugares para conhecer.

A ilha, além de ser famosa pelo seu charme e romantismo, também pode ser lembrada pela pelas ruas e vielas pouco acessíveis. E foi em busca dessa mistura de desafio e diversão que nós fomos!

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Boa formulação de objetivos

Boa formulação de objetivos

A formação de Practitioner em PNL foi uma das mais importantes que já participei desde que iniciei a minha vida profissional. Isso porque ela não apenas impactou a gestão da minha carreira como também trouxe mudanças significativas dentro do meu processo de autoconhecimento. Um dos conhecimentos mais relevantes abordado dentro da formação foi a boa formulação de objetivos.

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Mudanças através das ressignificações

Mudanças através das ressignificações

Lembro do dia em que saí da concessionária com meu primeiro carro. Estava em êxtase, envolvida por uma mistura de medo e excitação. Acompanhada por um grande amigo, fui dirigindo à caminho da minha casa, quando outro motorista invadiu uma das faixas e acabou colidindo levemente na lateral do meu carro (zero!!). Havia acabado de receber minha CNH provisória e, obviamente, fiquei muito assustada com aquele incidente. Como você se sentiria nessa situação? Frustrada? Com raiva? Chateada? Impotente? Continue lendo “Mudanças através das ressignificações”