Open House e o valor de celebrar

Uma das primeiras perguntas que nós fazemos quando começamos a planejar a ida para morar sozinha (o), é se vale a pena reunir a família e os amigos e fazer uma festa Open House.

À medida que vamos priorizando a lista de coisas que precisamos ter para transformar um espaço com quatro paredes em nosso lar, a dúvida entre sair para comprar tudinho com nosso gosto ou fazer uma celebração e deixar que nossos convidados nos presenteiem, vai ficando mais evidente.

O fato é que celebrar um novo lar – sobretudo se ele for o primeiro – carrega um grande significado. Muitas vezes temos a estranha mania de lamentar cada pedacinho de algo que não saiu como gostaríamos, mas não temos a mesma disposição e dedicação para comemorar as nossas conquistas e vitórias.

Podemos não ter o hábito de celebrar por diversos motivos. Os principais são porque podemos estar condicionados a apenas enxergar valor em “grandes conquistas”, ou porque esperamos que alguém perceba nossos esforços, transferindo o reconhecimento dos nossos êxitos para os outros, ou já estamos de olho no próximo sonho-desejo- conquista-tarefa e não vamos gastar tempo “comemorando” (esse daqui combina um pouquinho comigo).

Claro, se você decidir por fazer uma comemoração, há uma chance de você fazer uma lista super adequada às suas necessidades e acabar ganhando presentes que não estavam relacionados lá. Há a chance dos seus convidados comprarem presentes fora do local onde você criou a sua lista. Também há a chance de você, financeiramente, acabar gastando mais com a preparação da festa do que gastaria caso fizesse as próprias compras para a sua casa nova. Ainda assim, quando falamos em celebrar conquistas e vitórias, estamos falando em celebrar a vida, o amor e principalmente o fato de estarmos vivos e realizando nossos sonhos.

O destino que eu acredito é aquele que escrevemos e criamos para nós através de nossas ações. E ao reconhecermos o resultado de nossas ações, evidenciamos positivamente a nossa responsabilidade por nós mesmos.

O que precisa estar em nosso radar

E, se vamos tocar a ideia de realizar a Open House, quais são os pontos principais para organizarmos o encontro? Há uma especificidade para uma lista de presentes para uma dona de casa com deficiência ou mobilidade reduzida? Vamos lá!

  1. Escolha uma loja para fazer sua lista de presentes, onde seus convidados poderão ter acesso fácil, além de diminuir a chance de que você ganhe utensílios repetidos. De preferência, uma loja onde você possa encontrar a maior variedade possível de itens, com preços diversos, além de cores, modelos e dentro da qualidade que você espera. Afinal, você vai querer gostar de cada detalhe do seu novo lar.
  2. Avalie o regulamento da loja, isto envolve política de trocas, prazo para resgatar os presentes e o suporte que será dado aos seus convidados na hora em que eles forem ter acesso à sua lista.
  3. É fundamental avaliar a funcionalidade de cada item, sobretudo se você tiver alguma restrição para usar um utensílio específico ou se ele será pouco útil para você. Por exemplo, não adianta colocar um grill na sua lista se você não tem qualquer pretensão de cozinhar frequentemente.
  4. Faça um orçamento. Ninguém quer começar uma vida nova sem organização, não é mesmo? Então, estabeleça desde o começo o quanto de recursos financeiros você deixará disponível para a festa. A partir disso, será possível determinar a quantidade de convidados, o local, cardápio e, se for o caso, a decoração e lembrancinhas. Lembre-se de que talvez seja necessário que você faça investimentos específicos para deixar sua casa mais acessível e com objetos que facilitem o seu dia-a-dia.
  5. Escolha bem as roupas de cama e banho. Para esses itens não é muito bacana economizar. Se forem bem escolhidos, podem durar bastante tempo. Ao contrário dos utensílios de cozinha, elas tendem a ficar mais tempo conosco e o ideal é que não desgastem com tanta rapidez.
  6. Não encare o planejamento como uma obrigação. Desfrute o processo. Tenha ideias e ponha sua imaginação para trabalhar. Certamente é a coisa mais gostosa do caminho.

Dentro desse planejamento para a Open House, algo que parece óbvio, mas eu só aprendi na prática: uma panela elétrica pode substituir temporariamente um fogão. A mesa pode ser substituída até por um tapete. Um sofá pode ser suficiente. Mas, você pre-ci-sa de uma geladeira. As outras coisas podem esperar. Além disso, também precisa de uma boa máquina de lavar, porque é quase impossível fazer boas lavagens usando baldes e mãos. Mas, isso fica para outro post.

Resultado: não fiz uma, mas duas celebrações! E, sim, valeram muito! Uma festa no meu trabalho à época, reunindo pessoas queridíssimas que torceram e vibraram muito com essa conquista. E a outra, com meus amigos, amigas e minha família.

Então, a celebração é um ritual de gratidão. Pensem nisso com carinho.

 

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Descrição da imagem para cego ver: Amanda está acompanhada do seu noivo, amigos e família, todos estão se abraçando ao seu redor.
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Descrição da imagem para cego ver: Amanda está ao centro, rodeada dos seus colegas de trabalho à época. Todos estão sorrindo.

Um comentário em “Open House e o valor de celebrar

  1. Ficou ótimo o post. Lembre-se de fazer flexão de gênero, afinal, ñ existem só as “donas de casa” ñ é verdade? Gosto q vc está mantendo a média de conteúdo por post, dá uma uniformidade bacana no blog. ♥

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