A Programação Neurolinguística (PNL) e o poder das crenças

Outro dia eu estava na rua e uma moça chegou perto de mim e me deu moedas. Sim, isso mesmo. Moedas! Segundo ela, moedas para eu “comer alguma coisa”. Talvez no mapa dela, qualquer jovem cadeirante e sozinha na rua deveria ser, necessariamente, uma necessitada. Após eu devolver o pequeno “mimo” que ela havia me oferecido, ela se sentiu ofendida com a falta de consideração da minha parte. Ela estava tão presa às suas próprias crenças que sequer conseguiu perceber as outras características em mim: usando um cordão de ouro, óculos de sol, bem vestida e segurando um telefone celular que estava sendo carregado por uma bateria externa.

Não podemos iniciar esse debate antes de refletirmos como as nossas ações têm reforçado os caminhos neurais que criamos e que geram os nossos resultados. Conhecemos as nossas crenças ou acreditamos que elas apenas dizem respeito a uma fé religiosa?

O estado da nossa sociedade é um resultado da carência em nossa educação de instrumentos que estimulem o nosso autoconhecimento, a percepção sobre quais são as nossas crenças negativas – limitantes, prostradoras, apequenadoras – e as nossas crenças positivas – fortalecedoras, impulsionadoras e agigantadoras.

Pensar em gestão da singularidade e protagonismo tem sido um dos maiores desafios e ao mesmo tempo um dos pilares mais imprescindíveis quando o assunto é desenvolvimento de pessoas. É possível analisar esses assuntos à luz de uma série de discussões diferentes, mas também complementares.

Dentro deste contexto, a Programação Neurolinguística (PNL) reúne o estudo de pontos fundamentais que incidem diretamente sobre a busca por excelência, tais como o processo de construção das nossas percepções, modelos mentais, estados e comportamentos, bem como a busca por maneiras mais eficientes de pensar e comunicar.

É fundamental perceber que o ser humano habita a casa das crenças e que a mudança da nossa vida exige a mudança de como construímos essa casa. Justamente por isso, a PNL pode ser uma rica fonte para auxiliar o autoconhecimento atrelado ao respeito por nossa singularidade trazendo como fruto o desenvolvimento da nossa liderança, independentemente se lideramos uma equipe ou a nós mesmos. É aí que o conceito de “gelatinizar”, com o objetivo de perceber as consequências positivas e negativas das crenças, faz todo sentido. Para isto, é preciso, por exemplo, questionar os quantificadores universais (sempre, todos, nunca, ninguém) para relativizá-los e os operadores modais de necessidade (preciso, tenho que, necessito) para substituí-los por uma linguagem mais adequada ao nosso desejo de autoconhecimento e desenvolvimento.

O sol pode ser “escondido” por uma moeda, mas isso significa que ambos possuem as mesmas dimensões? Certamente que não. E será que temos a mesma clareza sobre tudo o mais que percebemos e qual a sua influência na construção daquilo em que acreditamos? Esta é uma ilustração simples que aponta como a percepção pode influenciar nossas crenças, mas que nem sempre podemos confiar nas nossas percepções.

O compromisso com o autodesenvolvimento, e com o desenvolvimento de equipes e da organização através do trabalho com Educação Corporativa, por exemplo, demanda a compreensão dos mindsets que sustentam as nossas formas consolidadas de gerar resultados.

Trazer às nossas mãos a responsabilidade por construir, compreender e alterar os modelos mentais que influenciam nossos resultados amplia a nossa capacidade de investigar e de explorar, gerando uma nova fonte para a inovação e para o protagonismo nas nossas vidas.

 

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Descrição da imagem para cego ver: Modelo de uma cabeça de plástico dividida ao meio

6 comentários em “A Programação Neurolinguística (PNL) e o poder das crenças

  1. Caros, Interessante a narrativa.Trazer para que facamos uma reflexão quanto ao “olhar” “humano” as diferencas e muito importante.Ha muito caminho a ser trilhado.O aprendizado requer cuidado.Amorosidade.Fica o desejo de um granse dia.

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