As habilidades socioemocionais para o profissional do futuro

Muitos especialistas em educação e mercado de trabalho estão debruçados sobre a análise do mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo que estamos vivendo. Muito embora exista uma certa dificuldade em prever o futuro, tal incerteza não ofusca nossa visão para a compreensão de que a forma como costumávamos trabalhar não funciona mais tão bem.

É verdade que muitas profissões que estarão em alta no futuro ainda nem existem, mas já há um movimento crescente entre os analistas acerca da percepção de quais serão as habilidades fundamentais para os profissionais do futuro. E, engana-se quem acredita que são habilidades técnicas. As habilidades cruciais serão as sociais e emocionais, destacando-se a capacidade de colaborar, de resolver problemas, o pensamento crítico, a curiosidade e resiliência.

Também conhecidas como “soft skills” ou habilidades não cognitivas, as habilidades socioemocionais já são protagonistas nos eventos nacionais e internacionais que discutem sobre educação. A brasileira Tonia Casarin, vencedora do prêmio da Singularity University, é uma das defensoras de que autoconhecimento e capacidade de se relacionar são a chave para se adaptar ao mundo nas próximas décadas. O foco dos estudos da carioca Tonia, autora de “Tenho Monstros na Barriga”, é sobre a importância de crianças lidarem com suas aflições e receios. Um estudo da universidade norte-americana de Columbia aponta que para cada dólar investido no desenvolvimento da inteligência socioemocional de uma criança, 11 dólares são devolvidos à sociedade.

Além de ser fruto do mundo de mudanças exponenciais no qual vivemos, a preocupação com o impacto e desenvolvimento destas habilidades fica evidente por se tratar de características que nos diferenciam das máquinas. Ou seja, diante da tendência de que as tarefas sejam automatizadas, é cada vez mais necessário que os profissionais tenham pensamento crítico e sejam capazes de fazer um pouco de tudo, conectando desafios. Os profissionais precisam ter a capacidade de criar e não apenas de interagir com a tecnologia. E a preocupação que surge neste contexto é sobre a fragilidade do sistema educacional brasileiro em desenvolver a criatividade do aluno.

Diante disto, é fundamental refletir e ressignificar o papel de cada um dos atores envolvidos no processo de formação dos profissionais do futuro, o que envolve desde a preparação dos professores para trabalhar tais competências até a transformação do atual modelo de educação para um formato em que o aluno tenha uma atuação mais criativa e inovadora.

E esta demanda não fica restrita aos anseios das futuras empresas, que precisarão de profissionais com este perfil para sobreviverem e se manterem competitivas. As pesquisas mostram que investir em competências socioemocionais acaba sendo uma grande forma de prevenção para nossa saúde mental, pois ajuda as pessoas a se conhecerem melhor. O ponto de partida é o autoconhecimento, pois será esse o caminho que os ajudarão a compreender o que é importante para eles, o que gostam e desejam fazer, quais serão os momentos de mudança de rota e o que faz sentido para eles em cada momento de suas vidas.

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Descrição da imagem para cego ver: garoto está olhando para um ponto indefinido enquanto segura um telefone sem fio

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