Especial Mães Catuenses: uma semana para enaltecer histórias inspiradoras

Uma visita rápida aos buscadores da internet e encontramos uma vasta quantidade de depoimentos sobre os desafios da maternidade real. Celebrar o Dia das Mães durante uma pandemia põe luz sobre a complexidade da maternidade em um mundo volátil, incerto, complexo e cheio de mudanças.

Por isso, resolvemos reunir histórias singulares, com apenas uma coisa em comum: o peso e o amor de ser mãe. Para potencializar as diversas vozes da maternidade e também para homenageá-las, nós colhemos depoimentos com setes Mães catuenses que possuem histórias inspiradoras e compartilharam um pouco sobre as alegrias, as dores, as satisfações e os desafios que este papel traz.

São sete mulheres, cada uma com sua história de protagonismo. Precursoras, empreendedoras, guerreiras. Vamos contar estas sete histórias como uma forma de homenagear todas as mães, anônimas, que saem à luta todos os dias e que sacodem os paradigmas de uma sociedade que está longe de ser equânime.

 

 

Para todos verem: Angelí está sorrindo e vestindo uma blusa vermelha. Ao fundo, há uma bela vegetação. Foto de Fabiano Orleans

Angelí tem 35 anos, é dona de casa e mãe de Emanuel Messias, que é uma criança com autismo.

“A maternidade para mim é um milagre e uma dádiva de Deus. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida”, relata.

Para ela, o maior desafio durante a pandemia é ter que ficar lembrando o tempo todo ao filho que não podemos ter contato com outras pessoas, logo agora que ele se socializou. “É muito desgastante vê-lo reclamar que quer brincar com outras crianças e não pode e principalmente dizer que eu estou sendo mal com ele, porque eu só quero o seu bem, mas ele ainda não compreende”, completa.

 

 

Para todos verem: Bárbara está sorrindo e vestindo uma blusa rosa com flores coloridas. Segura um vaso com uma orquídea branca.

 

Bárbara Maria tem 54 anos é professora e ama sua profissão. Atua como professora intérprete, é casada e tem uma filha maravilhosa, amiga e companheira, a quem dedica todo amor e carinho. Ama a vida, a natureza e fazer amigos. É grata a Deus por tudo.

“Ser mãe é poder recomeçar… Uma, duas, três ou mais vezes. É aproveitar mais o tempo, é aprender e ensinar. É perder o sono sem querer, é rir ou até chorar, é sentir o amor de forma diferente, é querer e poder, é ser forte e valente e não temer”, afirma.

A crise provocada pelo COVID19 trouxe o desafio de parar em casa, quando ela estava acostumada a trabalhar fora durante os três turnos e estar com alunos e amigos, além dos sábados onde acha extraordinário estar na casa de Deus e fazendo o trabalho Dele, a ela confiado. Segundo ela, parou diante dessa pandemia e tirou uma lição importante: “preciso aproveitar o tempo com a família e em especial com minha filha, que está sempre ao meu lado. Comecei a colocar em dia tudo o que não deu tempo de fazer antes”.

 

 

Para todos verem: Cleidemar está sorrindo e usa um batom claro. Ao fundo, há uma escada preta.

Cleidemar Araújo tem 46 anos, é divorciada, atua como Assistente Administrativo e é mãe de Iago, Yuri e João Pedro.
“A maternidade foi uma experiência que tive aos 23 anos, ainda muito nova. Ser mãe é você sair de sua zona de conforto, abrir mão de uma série de coisas que havia planejado. Hoje eu não saberia se seria capaz de abrir mão por tantas coisas para ser mãe. A vida passa a ter outro sentido sem falar no AMOR”, destaca.
Durante a pandemia, seu desafio é manter a harmonia e união em casa entre eles e sempre buscar a calma. Mas, fica a lição de que a escola salva. “Então, vejo meus filhos sentirem falta da escola, professores, colegas, etc. E agradeço a esses profissionais, professores, que são tão importantes na vida dos meus filhos”, complementa.

 

Para todos verem: Laís está olhando para o horizonte com uma expressão de reflexão. Ela tem cabelos longos e loiros e olhos claros. 

Laís Ulm, tem 29 anos, é enfermeira, mamãe da Valentina e do Pedro, e tem fé que tudo isso vai passar!!!

“Quando me tornei mãe foi um misto de sentimentos, medo, ansiedade , felicidade, mas aos poucos vou quebrando um a um e eles vão me ajudando a vencer cada etapa, juntos! Amo ser mãe. E com essa pandemia, como estou na linha de frente , digo a vocês que não é nada fácil. Tem dias que choro, tem dias que quero carregar meus filhos debaixo dos braços e voltar para casa com eles, tem dias que passo minutos e minutos encarando foto deles e momentos que tenho registrado no celular. Mas sinto que tudo isso vai passar e quando passar iremos aproveitar cada segundo mais juntos, mais intensamente.”, relata.

 

 

Para todos verem: Lucinê está com um vestido preto florido. Ao fundo, uma mesa com um buquê de flores e um quadro na parede, onde está o retrato dos seus dois filhos.

 

Lucinê Carneiro é “mãe, mulher, Maria, guerreira, pestalozziana, educadora por essência, ‘gordelícia’ convicta e de bem com a vida”!

“A maternidade para mim veio em forma de milagre! Estava passando por momentos angustiantes e complexos face a um tumor de células gigantes, raro, desconhecido da ciência e com características malignas! Costumo dizer que o meu bálsamo benigno sempre foram meus amados filhos especiais, gerados no meu coração maternal e apaixonado! Segundo a equipe que cuidava do meu caso, eu teria, no máximo, três meses de vida! Chocada e muito emocionada com tudo que estava passando, resolvi viver um grande amor e aproveitar o tempo que Deus me desse. Foi assim que, em 19 de outubro de 99, ganhei o milagre da vida em dobro! Luana, minha amada filha, nasceu linda e saudável. Anos após, tive meu amado filho Raí outra bênção divina! Agradeço ao bondoso Deus por todas as lutas e aprendizados! Amo viver! Sou grata a Deus por cada segundo em que respiro, luto pela vida, trabalho e me dedico aos meus filhos biológicos, especiais e do coração. Afinal, a maternidade me deu a vida de novo e a alegria de ser e estar no Universo com a certeza que o Bem existe e o amor faz Milagres!”, afirma.

Ela relata que a pandemia nos proporciona grandes reflexões, inúmeros desafios e que tem aproveitado este período para estar mais perto dos seus filhos biológicos, Luana e Raí, pois o trabalho na Pestalozzi de Catu demanda muito tempo e dedicação exclusiva.

“Neste período de quarenta, confesso que grande desafio para mim é cuidar dos atendidos especiais e seus familiares. Afinal, trabalho com famílias carentes e residentes às zonas urbana e rural de Catu, cuja vulnerabilidade social nos preocupa”, continua. 

Lucinê também que relata que buscou doações de gêneros alimentícios junto ao If -Baiano, campus Catu, e sócios pestalozzianos, conseguindo distribuir 64 cestas básicas a fim de minimizar os impactos da pandemia às pessoas com deficiência.

“A luta para auxiliar nossos amados filhos especiais é contínua. Desta forma, concebo que a maior lição desta pandemia é percebermos o quanto o povo brasileiro é solidário, afetuoso e fraterno”, conclui.

 

Para todos verem: Margareth está sorrindo e de perfil. Ela usa uma camisa do Clube Vitória, está com uma mão na cintura e outra na cabeça. O fundo está preto. Foto de Kátia

Margareth Araújo tem 52 anos, vividos de forma plena!

“Sou formada em pedagogia e atuo como Coordenadora Pedagógica da Rede Municipal de Catu e da Rede Estadual da Bahia. Atualmente faço doutorado na UFBA no DMMDC, pois quem atua na educação precisa estar antenada com as diferentes correntes que envolvem a educação brasileira.
Apesar de ser uma mulher que conquistou a profissão desejada, a mais importante realização de toda a minha vida foi SER MÃE aos 18 anos. Gostei tanto desse papel fantástico, que decidi ter mais dois filhos. Criei três filhos fabulosos e extremamente amados. A partir desse amor incondicional foi que a família cresceu e, com toda certeza, eu entrei na melhor e mais gloriosa etapa da minha vida que acredito todo ser humano almeja, que só quem é avó entende perfeitamente do que eu estou dizendo…que é a fase da Avosidade. Com ela aprendi a ser uma mulher excepcionalmente melhor. São três netos amados: Valentina, Pedro e João. Com isso, ser mãe é sem dúvida meu melhor papel, mas ser avó…Ah…esse é sublime!!!”, relata.


Segundo ela, a atualidade, com esse distanciamento social em decorrência da Covid-19, nos trouxe o maior desafio, que foi a falta da presença constante dos familiares e amigos. “Esse momento de isolamento longe de quem amamos, tem as vezes me deixado bem abalada, principalmente por sempre ter estado próxima de muitas pessoas. Sou um ser social por natureza que ama estar reunida em diversos grupos.”, continua.


Quando questionada sobre os desafios que a pandemia trouxe, ela conclui afirmando: “Os tempos incertos e difíceis que estamos passando com esse vírus, nos mostrou não só saudosismo dos entes queridos, mas nos fez refletir fortes lições que nos levaram a ressignificar nossas vidas, pois passamos a ficar juntos e misturados em casa por um tempo muito longo com familiares com naturezas tão diferentes e percebemos nesse período que o mais importante é o cuidado, o carinho, o respeito, e a paciência que precisamos ter com as pessoas, pois mesmo nos conhecendo a vida toda ficar “presos” no mesmo ambiente e desafiador demais e aprender a vivenciar essas experiências de uma forma mais leve, tolerante, parceira e cuidadosa vai nos levar a sair futuramente desse período triste do mundo, muito mais fortalecidos e preparados para vida!!”

 

Para todos verem: Maria Emília está com um largo sorriso e com uma das mãos levantadas, em sinal de luta. Ela veste uma blusa azul e ao fundo há uma bela vegetação.  Foto de Fabiano Orleans

Maria Emília tem 57 anos, é técnica de enfermagem, casada, mãe de 3 filhos e avó de sete netos, sendo um deles com autismo.

“A maternidade foi a coisa mais especial que aconteceu na minha vida. Depois da maternidade, foi muito mais especial ser avó. Depois de ser avó, foi maravilhoso ter a oportunidade de ser avó de um anjo que me ensinou mais ainda a amar ao nosso próximo porque eles são tão especiais que ninguém imagina”, destaca.

Segundo ela, durante a pandemia o maior desafio é deixar as crianças distantes da bisavó que eles estão tão acostumados a ir visitar no município de Alagoinhas. Ela ainda completa afirmando que as demais coisas eles tiram de letra. 

 

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