Como funciona a mente

Como funciona a mente

Lembro-me do auge de meus oitos anos, usando o vestido vermelho favorito e carregando meus cachinhos na cachola em um aniversário infantil. Como eu adorava conversar com os desconhecidos, recebi com um largo sorriso uma senhora que se aproximou de mim e afirmou que eu poderia ser curada. Com a pureza de uma criança, retruquei que eu não estava em busca de cura, afinal não estava doente. Talvez aquela senhora tenha se despedido de mim achando que eu ainda era muito inocente e que um dia eu compreenderia algumas coisas na vida. O curioso é que eu fui embora pensando a mesma coisa sobre ela.

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A coragem de determinar quem se quer ser

A coragem de determinar quem se quer ser

Lembro do primeiro livro que li, há alguns anos, quando comecei a despertar para a importância do autoconhecimento. Havia nele uma citação que me causou grande reflexão e que eu carrego até hoje: “não tente descobrir quem é, mas determinar quem quer ser”. Há nessa mensagem uma sutil, e profunda, mudança de perspectiva: saímos da posição de espectadores sobre as nossas limitações, nossos traumas para um sujeito ativo, que usa esse conhecimento em prol do seu autodesenvolvimento. E à medida que seguimos nesse caminho de construção, vamos lidando com a nossa humanidade, descobrindo as nossas sombras e trabalhando as fraquezas.

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O que a autoestima tem a ver com a PNL?

O que a autoestima tem a ver com a PNL?

Em uma das discussões mais ricas que eu já participei sobre autoestima, meu Mestre Kau Mascarenhas me apresentou uma definição que julguei extremamente interessante: certeza com origem interna de que se é apropriado à vida. E será que a PNL pode ajudar a melhorar a autoestima e manter uma autoimagem saudável?

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Cadeira de rodas: prisão ou liberdade?

Cadeira de rodas: prisão ou liberdade?

No último dia 14 de março, morreu o físico Stephen Hawking. Para alguns, um gênio paralisado. Para outros, um aventureiro que, mesmo com graves limitações físicas, conheceu todos os continentes, com exceção da Oceania, andou de submarino, voou em um balão e, até mesmo, em um avião que fez uma série de manobras para produzir uma situação de gravidade zero. Continue lendo “Cadeira de rodas: prisão ou liberdade?”

8 de março: desconstruindo a invisibilidade da mulher com deficiência

8 de março: desconstruindo a invisibilidade da mulher com deficiência

Conheço muitas pessoas que acham o termo “invisibilidade” muito radical para caracterizar a presença da mulher com deficiência na sociedade. Alguns argumentam exemplificando as conquistas pessoais e profissionais da minha vida e o respeito que existe nas minhas relações. Acontece que, infelizmente, a minha realidade ainda é uma exceção dentro dos espaços nos quais estou inserida. Ainda estão vivas todas as memórias de dor, de incerteza, insegurança e desafios que caracterizaram os caminhos percorridos até o dia de hoje. E eu cuido para que elas permaneçam assim, cheias de vida, para que eu não caia na falsa sensação de que está tudo bem, enquanto milhares de outras mulheres com deficiência têm as suas vozes caladas. Continue lendo “8 de março: desconstruindo a invisibilidade da mulher com deficiência”

Saber ressignificar: a oportunidade de ser líder de si mesmo

Saber ressignificar: a oportunidade de ser líder de si mesmo

O hábito de dar um novo significado às nossas experiências e aos acontecimentos que nos ocorrem, quando é fruto de um processo de descobrimento de quais são as nossas crenças limitantes, não deve ser confundido com fuga da realidade ou visão imatura sobre a vida.

Ao colocarmos a nossa habilidade de ressignificar em função da nossa transformação pessoal, não estamos sofrendo com a “síndrome da Pollyana”, construindo um mundo onde todas as pessoas são boas e jogando o “jogo do contente”, que procura tirar o melhor de cada situação.

Em uma das alegorias mais importantes da história da Filosofia, Platão, em o Mito da Caverna, traz a reflexão sobre a visão distorcida que os seres humanos têm da realidade. Não vemos a realidade, mas nossa projeção da realidade. Continue lendo “Saber ressignificar: a oportunidade de ser líder de si mesmo”

Quem você pensa que é?

Quem você pensa que é?

Último post do ano! O primeiro final de ano do Destinos Acessíveis e em apenas dois meses eu, que recebi várias mensagens e e-mails durante esse período, certamente aprendi muito mais do que acreditei poder ter ensinado.
“Quem você pensa que é?” é uma pergunta que pode soar como arrogante na maioria dos contextos aos quais ela é aplicada, entretanto, ela foi uma das bases para muitos dos nossos posts neste ano, visto que “Conhecer o que está dentro para transformar o que está fora” extrapola a ocupação de espaços físicos e envolve, sobretudo, o processo de autoconhecimento de cada um. Continue lendo “Quem você pensa que é?”