Quão diverso é o seu grupo de amigos?

Quão diverso é o seu grupo de amigos?

Em um dos últimos Congressos que participei, assisti uma palestra onde o foco do debate era o processo de criatividade dos executivos no ambiente corporativo. Muito embora tenham sido expostas diversas perspectivas, uma delas me chamou atenção: estes profissionais leem os mesmo jornais, participam de formações semelhantes e, muito provavelmente, até suas formas de lazer são estruturadas de formas parecidas e esse é um dos maiores desafios para que pensem “fora da caixinha” e para que possam criar, inventar, desenvolver e estejam mais livres dos processos de benchmark, que em alguns momentos parece ser muito mais um processo de cópia e cola, reproduzindo propostas que são apenas mais do mesmo. É claro que não é exatamente a homogeneização que inibe a criatividade, mas, certamente, possui uma contribuição significativa dentro deste processo. Continue lendo “Quão diverso é o seu grupo de amigos?”

O que eu aprendi com uma filha com deficiência?

O que eu aprendi com uma filha com deficiência?

(Este texto foi uma colaboração da mãe de Amanda, Cristina)

No começo enfrentamos muitos medos e inseguranças, mas, partindo do pressuposto que cada indivíduo tem suas características e que é impossível encontrar pessoas totalmente iguais, comecei a me ver como mãe de três filhos diferentes, assim como todas as criaturas o são (cada um de nós tem uma digital que é única). Dessa maneira encarei a incrível tarefa que me foi confiada pelo Universo, acreditando que nada acontece por acaso. Não podemos deixar de considerar que a família tem influência determinante no comportamento humano e na formação da personalidade. E o que é ter um “filho com deficiência”? Continue lendo “O que eu aprendi com uma filha com deficiência?”

Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional

Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional

 O post sobre nosso noivado foi o mais lido do blog, engrossando o coro de estatísticas contra aqueles que acreditam que falar de amor é piegas. Talvez não seja claro para muitas pessoas, mas a qualidade dos nossos relacionamentos determina a qualidade de nossas vidas. Por exemplo: diga como você foi amado quando criança que, quase certamente, eu lhe direi como você ama quando adulto. Este é um dos primeiros lugares onde nós aprendemos a (e como) amar.

citei em outras oportunidades o quanto eu sou escandalosamente apaixonada pelo mar e para usufruir dessa riqueza única e me banhar nessa imensidão, eu sempre precisei estar amparada por alguém. Nesse último final de semana, pela primeira vez eu fiz esse ritual acompanhada do meu noivo. Para alguns, pode ser um simples banho de mar. Para nós, foi um ponto máximo de comunhão, o pico da felicidade serena, aquela que só pode nascer de relacionamentos robustos que permitem incorporar todas as partes de você mesma.  Continue lendo “Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional”

Noivado nas nuvens

Noivado nas nuvens

Certamente casar na igreja estava longe de ser um item na minha Bucket List. Para quem gosta de classificações, a justificativa poderia ser que a geração Y está impregnada por amores líquidos, afinal, é aparentemente rápido e fácil descartar coisas e também pessoas. O resultado? Relações frágeis e pouco duradouras. Mas essa justificativa me parece um pouco rasa e incompleta.

Aprofundando um pouco mais esse ponto de reflexão, é fácil perceber o desafio que é ter e manter um relacionamento saudável. Muito além de aprender a lidar com as manias e imperfeições do outro, você se depara constantemente com aquele seu lado que não é tão bonito e que seu orgulho teima em não lhe permitir enxergar. É através do outro que nós somos. O relacionamento com intimidade ajuda a nos mantermos honestos pois um pode passar a ser ao outro uma espécie de espelho. Continue lendo “Noivado nas nuvens”

EU AMO, TU AMAS, ELES AMAM – SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA

EU AMO, TU AMAS, ELES AMAM – SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA

Amor é um direito humano (sexo também?)

Não é uma novidade o anseio social de ditar regras para o desejo do outro, que pode se manifestar em um comportamento quase doentio de disciplinar os corpos alheios. Muitas vezes ignoramos – por desconhecer ou por desejar usurpar o direito do outro – que a sexualidade se manifesta no ser humano e pode se expressar através da construção de gênero, do desejo e do estabelecimento de relações afetivas e sexuais.

Isso faz com que a discussão sobre tal assunto ainda esbarre em diversos tabus. Tais bloqueios são ainda mais intensos quando o tema sexualidade vem associado à deficiência, de modo que, em grande parte pela falta de conhecimento, são propagados e perpetuados mitos, tais como: Continue lendo “EU AMO, TU AMAS, ELES AMAM – SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA”