O que eu aprendi com uma filha com deficiência?

O que eu aprendi com uma filha com deficiência?

(Este texto foi uma colaboração da mãe de Amanda, Cristina)

No começo enfrentamos muitos medos e inseguranças, mas, partindo do pressuposto que cada indivíduo tem suas características e que é impossível encontrar pessoas totalmente iguais, comecei a me ver como mãe de três filhos diferentes, assim como todas as criaturas o são (cada um de nós tem uma digital que é única). Dessa maneira encarei a incrível tarefa que me foi confiada pelo Universo, acreditando que nada acontece por acaso. Não podemos deixar de considerar que a família tem influência determinante no comportamento humano e na formação da personalidade. E o que é ter um “filho com deficiência”? Continue lendo “O que eu aprendi com uma filha com deficiência?”

Por Onde Andei

Por Onde Andei

Antes de lançar o blog Destinos Acessíveis, sempre que decidia fazer uma viagem, escolher acomodação, passeios, criar roteiros, ou simplesmente conhecer algum novo restaurante, teatro, shopping ou espaço público, precisava recorrer, na maior parte das vezes, a avaliações gerais na internet, que não citavam sobre a capacidade daquele local em receber visitantes e/ou clientes com deficiência e/ou mobilidade reduzida.

Certa vez, li uma avaliação que claramente desencorajava este público de visitar uma determinada cidade, sem sequer citar as opções disponíveis que viabilizavam o acesso e deslocamento de turistas com dificuldade de locomoção.

Então, em comemoração ao terceiro mês de aniversário do Destinos Acessíveis, lançamos a seção “Por Onde Andei”, que reunirá indicações de locais visitados por nós.

Os locais melhores avaliados receberão o “Selo Destinos Acessíveis” e nossa avaliação será baseada na experiência pessoal vivenciada. Ressaltamos que nosso objetivo não será certificar os locais de acordo com os parâmetros estabelecidos por normas técnicas, mas detalharemos todas as percepções sobre o local indicado.

Além do nosso post semanal, todo dia 12 compartilharemos uma avaliação completa de locais por onde andei.

Acessibilidade no City Tour Recife / Olinda

Acessibilidade no City Tour Recife / Olinda

O Nordeste apresenta diversas opções para quem deseja aproveitar o verão. Em janeiro, um mês típico de férias, há um acréscimo considerável na busca por explorar as belezas deste Brasil tão paradisíaco. O bacana é que é possível criar um roteiro que inclua diversas opções sem perder o melhor que cada local tem a oferecer. E foi isso que fizemos quando planejamos incluir o city tour Recife / Olinda em nossa viagem por Pernambuco.

Muito embora Recife tenha perdido o seu status de destino de praia desde que Porto de Galinhas foi elevada à capital do turismo de massa em Pernambuco, vale a pena explorar por, pelo menos um dia, a cultura, o patrimônio e as comidas de Recife – Olinda. Continue lendo “Acessibilidade no City Tour Recife / Olinda”

Quem você pensa que é?

Quem você pensa que é?

Último post do ano! O primeiro final de ano do Destinos Acessíveis e em apenas dois meses eu, que recebi várias mensagens e e-mails durante esse período, certamente aprendi muito mais do que acreditei poder ter ensinado.
“Quem você pensa que é?” é uma pergunta que pode soar como arrogante na maioria dos contextos aos quais ela é aplicada, entretanto, ela foi uma das bases para muitos dos nossos posts neste ano, visto que “Conhecer o que está dentro para transformar o que está fora” extrapola a ocupação de espaços físicos e envolve, sobretudo, o processo de autoconhecimento de cada um. Continue lendo “Quem você pensa que é?”

Vincular-se à rotina sem estar condenado a ela

Vincular-se à rotina sem estar condenado a ela

Difícil acreditar que já estamos na semana do Natal (há quem não goste, só deixem em paz o pisca-pisca). E esse clima de final de ano é bem propício para fazermos aquela reflexão sobre os nossos resultados, para colocarmos na balança os pontos positivos e negativos do estilo de vida que estamos adotando, para revisarmos a lista de metas que estabelecemos para alcançarmos ao longo do ano. E, durante esse processo de autoanálise, não é difícil percebermos o quanto temos vivido com pressa. Muitos de nós corremos para chegarmos no horário no trabalho, damos um beijo de “bom dia” com pressa, temos pressa no trânsito, tomamos o café da manhã (para alguns isso é luxo) correndo, vivemos no esquema de trabalho das 9h às 18h e, muitas vezes, conseguimos entrar às 9h, mas raramente sair às 18h, o que parece fazer com que nosso dia simplesmente evapore. Continue lendo “Vincular-se à rotina sem estar condenado a ela”

Quatro rodas, duas mãos e uma cozinha acessível

Quatro rodas, duas mãos e uma cozinha acessível

Por conhecimento de causa eu posso afirmar que há uma grande chance de que crianças criadas na casa da avó sejam cercadas de mimos e com todas as vontades feitas. Se for uma criança com deficiência e/ou mobilidade reduzida, o desejo de proteção pode ser potencializado, de forma que o seu entorno esteja repleto de facilidades para “compensar” as possíveis barreiras e desafios que ela encontrará.
À medida que elas se desenvolvem, a criação de um ambiente de atenção e amor para crianças com necessidades especiais é fundamental para o fortalecimento da sua confiança. O grande desafio é equilibrar o ambiente de proteção com um espaço propício ao autodesenvolvimento e à atribuição de responsabilidades de acordo com suas restrições. Continue lendo “Quatro rodas, duas mãos e uma cozinha acessível”

Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional

Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional

 O post sobre nosso noivado foi o mais lido do blog, engrossando o coro de estatísticas contra aqueles que acreditam que falar de amor é piegas. Talvez não seja claro para muitas pessoas, mas a qualidade dos nossos relacionamentos determina a qualidade de nossas vidas. Por exemplo: diga como você foi amado quando criança que, quase certamente, eu lhe direi como você ama quando adulto. Este é um dos primeiros lugares onde nós aprendemos a (e como) amar.

citei em outras oportunidades o quanto eu sou escandalosamente apaixonada pelo mar e para usufruir dessa riqueza única e me banhar nessa imensidão, eu sempre precisei estar amparada por alguém. Nesse último final de semana, pela primeira vez eu fiz esse ritual acompanhada do meu noivo. Para alguns, pode ser um simples banho de mar. Para nós, foi um ponto máximo de comunhão, o pico da felicidade serena, aquela que só pode nascer de relacionamentos robustos que permitem incorporar todas as partes de você mesma.  Continue lendo “Ode ao amor: uma noiva cadeirante e nada convencional”